sexta-feira, 24 de maio de 2013



Hoje a minha companhia  foi a de um vinho barato, alguns cigarros e uma incomum trilha sonora...
Não foi bem o que planejei durante todos esses dias, esperava mais, esperava não ver a lua encoberta por nuvens cinzas, esperava pelo que tenho esperado, erroneamente,  nos últimos dias. Esperava mais do que beber sozinho e pensar no que eu tenho feito de errado, um outro cenário talvez, um outro olhar que não fosse o meu pra me acompanhar.
Tento ler nas entrelinhas, entender algum tipo de sinal, mas a unica coisa que vejo é a fumaça cortando os meus olhos...
Ja me sinto embriagado, mas não pelo vinho, e sim pelas ilusões que a minha mente vem criando, pelas expectativas de um inexistente presente.
Talvez eu tenha sido pego por uma das armadilhas de um carma que provavelmente levarei por toda a vida e   permanecerei tentando aprender como lidar com ele.
O silencio impede qualquer possibilidade de distração e não tenho interesse algum em nada que eu tente buscar essa desejada distração, ligo a tv, passo todos os canais e nenhum me chama a atenção, tento ler um livro mas eu praticamente reescrevo el na minha cabeça, mudo os personagens, o cenário, me coloco na história, e mais uma vez me pego sonhando, sendo assim logo desisto da ideia.
Ah, como o ser humano é tolo, tem a capacidade de sentir falta do que não tem, tão frágil que nem se da conta dessa fragilidade, pode passar uma vida inteira afirmando sua inexistência mas em algum momento será arrastado por ela e se verá perdido em um mar de sentimentos e emoções prestes a virar o seu barco.
O vinho desce rasgando a minha garganta forçado por um imenso desejo de que ele possa fazer eu me sentir de outra forma e por mais que tente desviar o foco dos meus pensamentos,eles acabam sempre voltando ao mesmo lugar, solitários como uma estrada e alimentados somente com uma parte as vezes esquecida deles mesmos...

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